KUREKO MÏRAN E KAMAGISA ETSUTÜHÜGÜ, UMA ANÁLISE LINGUÍSTICA E CULTURAL.
Resumo
Neste trabalho iremos discutir a notória importância da arte verbal para os povos indígenas. Seu uso, ao longo da história, perpetuou seus conhecimentos e vivências, bem como contribuiu para a manutenção de suas línguas até hoje, tornando-se uma ferramenta de resistência. A partir disso, criou-se uma grande vertente de estudos voltados para as narrativas orais, observando em sua estrutura elementos linguístico-culturais e seu uso dentro dessas sociedades. O presente trabalho, tem como objetivo desenvolver estudos comparativos de duas narrativas: Kureko Mïran e Kamagisa etsutühügü, pertencentes ao povo Ikpeng e Kalapalo, respectivamente. Para tal, utilizaremos as definições de Propp (2009[1929]) em sua classificação das esferas de ação. As duas narrativas possuem o mesmo eixo temático: viagem ao mundo dos mortos – o que nos permitiu verificar incidências comuns, a saber: a presença de efígies mortuárias e humanos em estado de metamorfose. Para tal análise, utilizaremos, principalmente, trabalhos de Propp (2010[1929]), Franchetto (2003) e Guerreiro Junior (2008). Essa pesquisa, ainda em desenvolvimento, já nos traz resultados satisfatórios, no que diz respeito às semelhanças culturais em ambos os povos, bem como contribuições para o enriquecimento dos estudos sobre povos Karib.
Palavras-chave
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REVISTA ELETRÔNICA FALAS BREVES. BREVES - PA, ISSN 23581069



