IMAGINÁRIO AMAZÔNICO E REPRESENTAÇÕES MÍTICO-LENDÁRIAS NO CONTO "PUÇANGA", DE PEREGRINO JÚNIOR: DIÁLOGOS COM O MARAJÓ DAS FLORESTAS

João Paulo Marcelino Gonçalves, Eliane Miranda Costa

Resumo


Este artigo analisa as representações mítico-lendárias no conto “Puçanga”, de Peregrino Júnior, com o objetivo de compreender como o autor transfigura esteticamente o imaginário amazônico em sua narrativa. A partir de uma abordagem qualitativa e interpretativa, fundamentada em estudos sobre mito, oralidade e literatura de expressão amazônica, examinam-se as matrizes culturais que estruturam o conto, especialmente as práticas mágico-religiosas, as crenças populares e a relação simbólica entre homem e natureza. A análise evidencia que o mito, longe de assumir caráter meramente folclórico, configura-se como linguagem cultural legítima, capaz de organizar a experiência coletiva e expressar valores identitários do universo ribeirinho. Observa-se, ainda, que Peregrino Júnior dialoga com os pressupostos do modernismo brasileiro ao valorizar temas regionais e incorporar marcas da oralidade, contribuindo para a inserção do imaginário amazônico no campo da literatura nacional. Conclui-se que o conto “Puçanga” reafirma a relevância da obra do autor para a literatura de expressão amazônica e para os estudos sobre mito e cultura no Brasil.


Palavras-chave


Literatura amazônica; Imaginário mítico-lendário; Oralidade; Peregrino Júnior; Modernismo

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REVISTA ELETRÔNICA FALAS BREVES. BREVES - PA, ISSN 23581069