ESCOLA RIBEIRINHA NO MARAJÓ: NUANCES DAS RELAÇÕES DE PODER E DOMESTICAÇÃO DO CORPO

Sônia Maria Pereira do Amaral

Resumo


O presente artigo tem por objetivo apresentar relatos de experiências das atividades de pesquisa realizadas por meio do Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade de Educação do Campus Universitário do Marajó – Breves (CUMB/UFPA), de forma geral analisa as relações de poder e domesticação presentes no interior de uma escola municipal de ensino Fundamental no meio rural em Curralinho/Pará. O ambiente escolar é um celeiro revelador do exercício do poder, o qual pode ser percebido a partir de uma observação cuidadosa, interpretativa e subjetiva. Estas relações, muitas vezes caminham para uma cristalização/naturalização da domesticação do corpo – corpo tratado na prática escolar como objeto. Por outro lado, no contexto das relações de opressão, há elementos de resistência, isto é, coexistem forças antagônicas. Para nossa análise, utilizamos a pesquisa exploratória de caráter qualitativo. Como instrumentos de coleta de dados, usamos a entrevista e o questionário, bem como as anotações feitas nos diários de campo e os registros de imagens e áudios. Sobre esta temática nos referenciamos especialmente nas obras de Freire (1996), Moreira (1995) e Moura (2010), os quais desenvolveram estudos acerca das relações de poder presentes na sociedade e instituições, dentre as quais se encontra a escola. Das análises produzidas, consideramos que na prática, a escola em questão e seus sujeitos estão carregados de comportamentos que reforçam e permitem a permanência da instituição como ambiente de manutenção do poder coercitivo e das inúmeras desigualdades entre os seres humanos, mas também como um lugar que revela resistência ao exercício do poder promovedor de opressão.


Palavras-chave


Formação Docente. Estágio. Escola. Relações de poder. Resistência

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REVISTA ELETRÔNICA FALAS BREVES. BREVES - PA, ISSN 23581069